Erro ao cadastrar: SQLSTATE[23000]: Integrity constraint violation: 1048 Column 'online_ip' cannot be null

A RELAÇÃO ENTRE A LINEATURA DO ANILOX E A DO CLICHÊ - ABFLEXO/FTA-BRASIL - Associação Brasileira Técnica de Flexografia

ABFLEXO/FTA-BRASIL - Associação Brasileira Técnica de Flexografia

Acesso ao painel Administrativo da ABFLEXO/FTA-BRASIL Flexografia

Admin

Administração

 

Participantes do Prêmio Qualidade Flexo

Prêmio Qualidade Flexo

 



ABFLEXO/FTA-BRASIL - Pesquise e encontre!

A RELAÇÃO ENTRE A LINEATURA DO ANILOX E A DO CLICHÊ

A RELAÇÃO ENTRE A LINEATURA DO ANILOX E A DO CLICHÊ

Desde a introdução do cilindro gravado no sistema de entintagem dos clichês, pergunta-se: Qual É a relação correta?  3:1; 5:1; 7:1?

 

 

Por Edmilson de Sousa *

 

 

Quando se diz 3:1 significa que o número de linhas no anilox é de aproximadamente três vezes maior do que o número de linhas do clichê. Por exemplo: Um clichê de 34 lpc trabalhava com um anilox cromado, gravado mecanicamente, com 100 lpc.

Com a entrada dos cilindros cerâmicos gravados a laser, há mais de 30 anos, essa relação mudou para 5:1 aproximadamente. Ou seja, o clichê de 34 lpc utilizava um anilox cerâmico por volta de 160 lpc. Posteriormente, esse número foi aumentando, as gravações a laser evoluíram e surgiram variações de até 8:1 em trabalhos sofisticados.

A razão de tudo isso estava na necessidade de uma impressão com qualidade, sem marcas na entrada do degradê e (ou) que as áreas de luz, ou mínimas, não se sujassem, obrigando o operador a paradas frequentes de máquina para limpeza dos clichês.

Surgiram, então, várias tabelas orientativas recomendando o anilox correto de acordo com as áreas de porcentagem de mínimas desejadas. Por exemplo, se o objetivo era imprimir um clichê 48 lpc com mínima de 2%, recomendava-se um anilox de 280 lpc.

Porém, como explicar casos em que o cliente “A” imprimia bem com 260 lpc enquanto o cliente “B” não conseguia um bom resultado com o anilox de 280 lpc? A resposta está na relação entre o diâmetro real do ponto que se deseja imprimir e a abertura de célula da gravação do anilox. Dessa forma a escolha correta do anilox é mais técnica e profissional, sem “achismos” nem teorias sem fundamento. Observe as Figuras 1 e 2.

Figura 1

Basicamente, quando o ponto é menor do que a abertura da célula, este tende a “mergulhar”, sujando as laterais do ponto do clichê. Inicia-se então um processo de acúmulo de tinta nas bordas até que começa a transferir este excesso para a impressão, o que vem causar ganho de ponto e entupimento de retícula.

Figura 2

 

Figura 3

 

Figura 4

 

Analisando o exemplo nas Figuras 3 e 4 e conforme os valores da Tabela 1 (a seguir), temos um ponto de 2%, que teoricamente tem um diâmetro aproximado de 33 microns, enquanto que um anilox de 280 lpc tem 36 microns de tamanho total de célula, onde o tamanho de abertura da célula estaria por volta de 30 microns com parede de 6 microns. Portanto, o ponto é maior do que a abertura.

A espessura de parede e a abertura da célula podem variar de acordo com a necessidade do cliente e de um fabricante de anilox para outro, porém, para ser um anilox de 280 lpc, a soma “parede + célula” terá obrigatoriamente que ser 36 microns (35,7 para ser mais exato).

Um cm é o mesmo que 10.000 microns. Se em 10.000 microns temos 280 linhas, então, 10.000 divididos por 280 são iguais a 35,714 microns. Não há como mudar esse valor sem alterar o número de linhas. Por exemplo, se mudarmos para 35 microns, o anilox passará para 285 lpc. Essa é a razão pela qual consideramos o valor total da célula para referência de cálculo.

Para os clichês, a definição do tamanho do ponto também é matemática. Todavia, existem fatores que interferem diretamente no resultado final. Quando falamos que em um clichê de 48 lpc, o ponto de 2% tem um diâmetro aproximado de 33 microns, estamos considerando a curva de reprodução real e sem distorções.

No caminho entre a tela do computador até o impresso final, há uma série de fatores que interferem no cálculo inicial. O primeiro está na técnica de gravação do clichê. O segundo está no formato do ponto digital ou analógico, topo plano, topo arredondado. O terceiro está no ganho de ponto do impresso, e este pode ser causado por dureza do clichê, por fita dupla-face, por camada de tinta e, principalmente, por pressão do trabalho. Mas, se no impresso final as medições indicam um ganho de ponto total de 5%, iniciamos este ciclo novamente, refazendo a curva de reprodução para ajustar o clichê às condições de máquina.

 

Figura 5

Figura 6

 

Quando atribuímos a esses dois elementos (Figuras 5 e 6) a responsabilidade pela impressão perfeita, considera-se um cenário de “máquina ideal”, onde não há problemas de batimento: a fita dupla-face está correta, a tinta com tempo de secagem adequado, entre outras condições.

Vale lembrar que quanto maior a relação entre o anilox e o clichê, melhor e mais definida será a qualidade da impressão. Quando temos um maior número de células entintando o mesmo ponto, estamos distribuindo melhor a camada de tinta na superfície, facilitando a secagem e diminuindo o ganho de ponto.

O grande problema antes era saber se o anilox seria capaz de aplicar a quantidade de tinta necessária para atingir os padrões de cor necessários e não causar problemas de entupimento e transferência. Devido às novas técnicas de gravação, os novos formatos de célula permitem altos volumes com excelentes taxas de transferências. Aniloxes de 360, 400 e 500 lpc são hoje muito mais consistentes e mesmo aquele antigo, de 100 lpc de chapados, está sendo revisto para 140, 160 lpc, melhorando inclusive textos vazados e outras combinações com detalhes em traço.

Por parte dos clichês não é diferente. Também existem novos materiais e formatos de ponto, onde o fotopolímero tem maior sustentação de superfície, diminuindo o efeito de “mergulho” sobre a célula do anilox, e também menor ganho de ponto e melhor transferência de tinta.

O momento atual é particularmente especial, graças à grande evolução pela qual passa a flexografia. Impressoras, clichês, aniloxes, tintas, fitas dupla-face da nova geração e outros itens pedem a revisão de velhos conceitos. Imprimir, em equipamento de banda larga, clichês de 60, de 70 ou de 80 lpc com segurança e estabilidade já é uma possibilidade real.

 

Tabela 1

(*) Edmilson de Sousa

Técnico em Artes Gráficas e ex-professor do SENAI Theobaldo De Nigris. Participou e ministrou treinamentos em diversos países, como Alemanha, China, EUA e África do Sul. Experiências como Gerente de Desenvolvimento na área de camisas, Supervisor de Impressão, de Vendas e Assistência Técnica nas áreas de tinta, anilox, clichê e exportação de máquinas.

 

 

Fonte: Revista Inforflexo Edição 111 – Março/Abril de 2011

 

Entre em contato conosco!