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CLICHÊ ALTA DUREZA E FITA ALTA DENSIDADE: UMA BOA PRÁTICA

CLICHÊ ALTA DUREZA E FITA ALTA DENSIDADE: UMA BOA PRÁTICA

CLICHÊS DIGITAIS COM MAIOR DUREZA E FITAS DUPLA FACE DE ALTA DENSIDADE SÃO UMA VANTAGEM DISCERNÍVEL E JÁ FOI COMPROVADA PELO MAIOR MERCADO MUNDIAL DE FLEXOGRAFIA, O AMERICANO

 

 

Por James Kulhanek*

 

 

      Ao considerar o melhor caminho para se atingir um ambiente de fabricação eficaz e favorável, deve-se primeiramente explorar e entender as boas práticas que existem atualmente. Apesar dos conceitos sobre a flexografia não terem mudado nos últimos dez anos, avanços significativos estão ocorrendo nos clichês, nas fitas dupla face, no anilox, doctor blade e nas tecnologias de impressão.  Ao serem combinados e otimizados, cada um deles, no conjunto, elevou os padrões, tornando a flexografia uma alternativa mais atraente em relação à rotogravura e offset.

      Singularidade do clichê digital

      Um dos primeiros instrumentos a permitir uma evolução tecnológica na flexografia foi a chapa de fotopolímero digital. Desde a sua introdução na Drupa, em 1995, o clichê digital fez com que a indústria atingisse níveis mais elevados de consistência e uniformidade. Com seus pontos de realce mais nítidos, transição suave de degradês e com seus reversos abertos, o clichê de fotopolímero digital proporcionou aos atuais convertedores uma redução geral nas trocas, velocidades de impressão mais altas, maiores tiragens, menor variação e menor gasto do processo em geral.

      Como em qualquer nova tecnologia, houve uma curva de aprendizagem. As variáveis de clichê digital são mais finamente reguladas do que aquelas de uma solução em clichê analógico (convencional). Portanto, a exclusiva estrutura de pontos, que proporciona aos clichês de fotopolímero digital uma variação tonal mais ampliada, teve de ser manuseada diferentemente. Os impressores logo perceberam que a impressão e os elementos individuais de seu pacote (clichê, fita dupla face, tinta) tinham que trabalhar juntos para alcançar uma ótima qualidade.

      A pressão mínima é essencial

      Se você questionasse os impressores e convertedores atuais sobre o quanto de pressão é necessário para ter bons resultados, você obteria diferentes respostas e opiniões. Alguns acreditam que se deve comprimir a chapa para transferir adequadamente a tinta, sabendo que um alto ganho de pontos e o desgaste prematuro da mesma são consequências que provavelmente ocorrerão por causa desta ação.  Outros acreditam que a impressão com pouca pressão é a melhor maneira de alcançar a reprodução de ponto realçado, mas eles estão preocupados com a possibilidade de prejudicar a densidade da tinta.  Não levando em conta suas opiniões, a maioria dos impressores concorda que a pressão mínima é essencial e eles estão constantemente procurando por outras maneiras de equilibrar o ganho de pontos e a densidade em áreas de chapado.

      Chapas de Alta Dureza

      Com o desenvolvimento e a introdução de clichês digitais de alta dureza, as empresas agora têm a oportunidade de imprimir pontos mais finos, ao mesmo tempo em que usufruem da densidade de tinta em áreas de chapado adequadas. “Clichês digitais de alta dureza têm ganhado popularidade nos últimos dez anos e agora são os clichês preferidos na Europa", diz Jan Scharfenberg, gerente técnico da DuPont Packaging Graphics na Europa. “A atual geração de clichês digitais de alta dureza é robusta o suficiente para lidar com pressões mais altas, sem borrar o ponto prematuramente ou deformar a fita dupla face". 

      Então, por que os clichês de alta dureza têm maior aceitação na América do Norte? Uma preocupação muito conhecida é que o passado mostrou que um clichê de alta dureza irá oferecer uma excelente qualidade de ponto, mas não oferecerá um sólido satisfatório. Dadas as capacidades das fitas de montagem tradicionais, isso provavelmente foi uma preocupação válida por um tempo. Entretanto, os últimos avanços na tecnologia de fita dupla face mudaram as regras, equilibrando tanto a qualidade do ponto quanto a densidade da tinta em áreas de chapado, e um número crescente de impressores norte-americanos está mudando para os clichês digitais de alta dureza.

      Fita dupla face de maior densidade

      Assim como os clichês de fotopolímero, as fitas dupla face também passaram por evoluções e diversificações próprias. Conforme a variedade e a capacidade das fitas foram se expandindo, nosso entendimento de como otimizar as combinações de clichê e fita dupla face também se expandiu, e o setor chegou à conclusão de que mudar para um clichê digital de alta dureza em combinação com uma fita dupla face de maior densidade irá produzir melhores resultados. 

      Mas como saberemos se os clichês digitais de alta dureza e a fita de maior densidade terão os melhores resultados?  Primeiramente, vamos observar os quadros que mostram o ganho de pontos e os resultados da densidade de testes de filme de banda larga conduzidos com uma série de embalagens impressas.Todas as condições foram feitas com a mesma pressão, mesmo anilox, camisa, tinta, plataforma de impressão, doctor blade, impressora, operador e velocidade. As únicas diferenças foram a opção de clichê e/ou fita dupla face. Você observará que, ao usar um clichê digital de alta dureza, a mudança para uma fita mais firme não teve quase nenhum impacto no ganho de pontos, mas causou um impacto significativo na densidade do sólido. Compare isso aos resultados de um clichê digital mais macio, no qual a opção de fita permite que você otimize o ganho de ponto ou a densidade do sólido, porém, não sendo ambos simultaneamente.

      Nas Figuras 1 e 2, observe que, com uma fita suave, é necessária maior pressão no clichê para minimizar os pontinhos azuis nos sólidos, o que compromete a qualidade de ponto realçado. O resultado é que um clichê digital de alta dureza junto a uma fita dupla face de maior densidade, e que não seja rígida, irá lhe proporcionar uma solução proveitosa! Stan Riches, gerente de vendas de gráficos da Lohmann Technologies, confirmou: “Por muitos anos, vimos clientes, que usavam fita de espuma macia para o processo de impressão, alcançarem uma melhoria significativa no controle de ganhos de ponto ao trocarem por nossa fita mais firme, com densidade média para o processo e combinação de impressão". Ann Michaud, especialista sênior em serviços técnicos da 3M também comentou que: “A fita dupla face e o clichê trabalham juntos na impressora para proporcionar a qualidade de impressão desejada. Mudar para um clichê de alta dureza poderá também exigir uma mudança para uma fita de maior densidade, a fim de que se alcance o resultado de impressão desejado".

 

 

A singularidade da flexografia

O ramo da flexografia é fascinante. Temos diferentes tamanhos de impressoras e, portanto, não deveria ser uma surpresa que os parâmetros de uma fita dupla face para impressões em banda estreita sejam provavelmente diferentes dos de banda larga.  E, do mesmo modo, as impressoras gearless de alta velocidade têm diferentes variáveis em relação às impressoras convencionais. Conforme a largura da impressora aumenta, as chances de ocorrência de variações, também. As impressoras de banda larga normalmente precisam de maiores pressões sobre os clichês devido às mudanças em seu calibre (camisa TIR, fita dupla face, clichê) sobre sua largura.  As fitas dupla face de maior densidade ajudarão a minimizar essa variável em comum, permitindo a obtenção de uma qualidade de impressão aceitável com pressão mínima sobre o anilox e a chapa.

As impressoras de banda estreita também são únicas. Um clichê digital de alta dureza e uma fita dupla face de maior densidade ainda são as únicas maneiras que devem ser consideradas, mas dada a diferença na dinâmica da impressão, uma fita mais macia, não muito suave, também oferecerá resultados aceitáveis. Caso haja dúvida sobre qual fita escolher, a melhor opção é aquela que proporciona a melhor reprodução com a menor pressão exercida. Para simplificar, se ambas as fitas oferecem a mesma pressão, por que eu deveria escolher a fita que precisa de maior pressão?  Essa pressão adicional somente propicia o desgaste prematuro do clichê. Deve-se lembrar de evitar a reutilização da fita.

Outro conceito interessante para se levar em conta são as razões e as causas da elasticidade da impressora.  É dito que a elasticidade é provavelmente dirigida por muita pressão entre o clichê e o cilindro de impressão, o que cria defeitos.  E se usarmos uma fita de maior densidade?  Foi determinado que ao usar maior densidade, haverá menor pressão. Portanto, deduz-se que menos pressão significa menos chances de elasticidade ou vibração. Pensamento interessante!

Os clichês analógicos, por outro lado, mudam as regras.  Lembre-se de que as formas dos pontos dos clichês analógicos e digitais são bem diferentes.  A aparência de "pirâmide” do ponto analógico oferece uma base mais larga em comparação ao formato de "cilindro" do clichê digital. Portanto, sob pressão, o clichê analógico pode utilizar algumas das fitas dupla face mais macias do mercado para minimizar o ganho de pontos.

 

Boas práticas

Escolher uma combinação de fita e clichê compatíveis não conclui seu trabalho!  Outras medidas deverão ser tomadas para assegurar uma ótima transferência de imagem. Um procedimento para isso pode ser: limpar ou esfregar o clichê de fotopolímero antes de aplicar a tinta. Essa prática é comprovada e remove quaisquer restos de sujeira da superfície do clichê, que podem inibir a transferência de tinta. A utilização de álcool 100% remove todos os obstáculos, como:

  • sujeira e detritos do ar ou ambiente;
  • óleo ou graxa devido ao manuseio;
  • restos do armazenamento do clichê;
  • tinta ou outros artefatos de clichês já usados;
  • limpadores de clichê, sprays antiestáticos ou hidratante para as mãos;
  • outros contaminantes de terceiros.

      Como ponto positivo, se você escolher seguir essa boa prática, deve começar a observar os aumentos na densidade da tinta em até 0,15, ao mesmo tempo em que mantêm excelentes destaques e baixo ganho de pontos. Você também poderá descobrir que sua impressão de clichê em geral foi reduzida, aumentando a vida útil do mesmo.

      Além disso, sempre limpe seus clichês antes de começar a aplicar a tinta, assim que eles sejam carregados na impressora!  Não use atalhos e, se utilizar, limpe-os após a montagem ou confecção do clichê.  Lembre-se: os cilindros porta clichês ficam expostos ao ambiente da sala de impressão e são conhecidos por atrair tanto o que está no ar quanto os óleos no manuseio. Pode-se argumentar que a limpeza dos clichês na impressora aumenta o tempo de troca. Talvez sim, mas pense no tempo que será economizado na preparação da tinta e na economia de tempo geral para configurar a impressão para a próxima etapa de execução.

      Por fim, deve-se sempre otimizar a impressora antes de caracterizá-la (impressão digital). Selecionando primeiramente uma ótima combinação entre fita dupla face e clichê, pode-se facilmente satisfazer e possivelmente exceder os requisitos atuais de qualidade de impressão. Considerando uma solução de clichê de alta dureza e uma fita dupla face de maior densidade, pode-se somente antecipar os benefícios de menor pressão (maior vida útil do clichê), ganho de ponto mínimo e densidade razoável da tinta. Você também pode usufruir de outras vantagens econômicas, como redução do tempo de setup e maiores velocidades da impressora. O resultado é mais tempo disponível: traduzido em maior lucro!

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(*) James Kulhanek

Atua tanto no atendimento aos clientes internos como externos na melhoria das eficiências operacionais e gerais, por meio da otimização da impressão e do clichê. James é formado pela Universidade de Wisconsin Stout e tem mais de 28 anos de experiência no ramo de impressão e embalagens. Já foi presidente do Subcomitê de Clichê Digital FFTA, e recebeu da DuPont, em 2003 e 2005, o Prêmio Joe Gibson de Liderança Técnica; Especialista Técnico Sênior da DuPont Packaging Graphics, nos Estados Unidos.

Fonte: Revista Inforflexo Edição 110 – Jan/Fev de 2011

 

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