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Entendendo os fotopolímeros (dureza X resiliência) Um novo conceito em impressão flexográfica

Entendendo os fotopolímeros (dureza X resiliência)  Um novo conceito em impressão flexográfica

Por Rodrigo Yamaguchi *

 

 

A constante evolução da indústria flexográfica é algo incrível, mesmo para aqueles que estão nesse meio há pouco tempo. Impressoras gearless (sem engrenagens), trocas rápidas com camisas para cilindros porta-clichês e anilox, pré-impressão com técnicas avançadíssimas que permitem a utilização de retículas híbridas e pontos de altíssima definição, até mesmo a melhora da transferência de tinta através de softwares são apenas alguns exemplos dos avanços que permitem à nossa indústria competir, não só com outros sistemas de impressão mais amadurecidos, como também superá-los em vários aspectos.

Seguindo essa mesma linha de evolução, o clichê que realiza uma importante parte do processo de impressão não poderia ficar para trás nesse processo. Este artigo busca esclarecer o benefício da resiliência das chapas de fotopolímero, não só na solução de problemas de batida em máquina, assim como estudado inicialmente, mas também na maximização da velocidade das impressoras e na resolução de problemas de transferência de tinta. Para explicar esse benefício, precisamos esclarecer alguns conceitos:

  • Resiliência: É a capacidade de recuperação de um material após sofrer um golpe. No caso das chapas de fotopolímero, associamos essa característica à capacidade de sofrer dois golpes em cada ciclo de impressão (anilox e substrato) e retornar à sua característica inicial (altura em relação ao cilindro porta-clichê. Essa propriedade é analisada durante o desenvolvimento de todas as chapas de fotopolímero e pode ser testada de maneira razoavelmente simples, utilizando-se um resiliômetro.

 

O resiliômetro conta com um elemento metálico que é solto de certa altura. A resiliência é medida em função da porcentagem de retorno que esse elemento sofre ao golpear o corpo de prova, neste caso, a chapa. 

*  Batida em máquina: São marcas de impressão relacionadas à arte utilizada. Imagens repetidas em várias bandas que contenham elementos de alto impacto na impressão, como uma barra sólida paralela ao cilindro, são exemplos de imagens problemáticas em relação às marcas de impressão. A batida em máquina nesse caso não se refere exatamente a problemas mecânicos relacionados à impressora. 

Um novo conceito em impressão

Estamos falando de um novo conceito em impressão e isso é muito importante. Historicamente, até mesmo nós, profissionais que trabalham com fotopolímeros, nos prendemos bastante à questão da dureza da chapa quando desenvolvemos uma aplicação em um cliente, não necessariamente pensávamos no nível de resiliência de uma determinada chapa.

Agora pensemos no processo de impressão por um instante: o conjunto impressor (chapa + fita dupla-face) faz o trabalho de transferir a tinta do anilox para o substrato e é importante que ele tenha a combinação ideal de propriedades que permita uma boa cobertura de tinta somada a uma boa formação de pontos e baixo ganho de ponto. Então, a dureza da chapa é fator determinante nesse processo, porém, lembremos que ele se dá a altas rotações por minuto, sejam impressoras banda larga gearless ou impressoras banda estreita com seus cilindros de diâmetro reduzido; a velocidade em que imprimimos atualmente explora ao máximo as capacidades mecânicas das chapas e fitas. Agora, se combinarmos o conceito de resiliência com toda essa lógica, imaginemos então duas situações:

  1. Um fotopolímero com baixa resiliência: Neste caso, ao sofrer o golpe de impressão a chapa leva mais tempo para se recuperar, ou em outras palavras, demora para voltar à sua espessura. Desse fenômeno, surgem duas consequências: primeiro, durante o ajuste de máquina o operador faz o ajuste de pressão (em baixa velocidade), porém, no momento em que aumenta a velocidade existem falhas na impressão que o obrigam a aumentar a pressão para compensar essas falhas. Consequentemente, existe o conceito de que as chapas duras exigem fitas dupla-face de baixa densidade, pois algum elemento tem que absorver esta sobre-pressão e, nesse caso, a função é toda da fita.

Nesse momento, então, nos vemos em mais um dilema. Caso a cor que estiver sendo impressa não seja composta de 100% retícula, mas tenha talvez algumas linhas e traços, o que é bem comum, essa fita dupla-face não ajudará com a cobertura. E isso obrigará o operador a aplicar ainda mais pressão, podendo gerar excesso de ganho de ponto, sem falar no fatigamento da própria fita que perderá suas propriedades prematuramente e comprometerá a qualidade de impressão.


  1. Um fotopolímero com alta resiliência: Neste cenário a chapa sofre o golpe de impressão, porém retorna à sua espessura inicial num tempo muito mais curto, o que permite que o mesmo nível de impressão aplicado no ajuste de máquina seja aplicado em altas velocidades. Evidenciando essa diferença, algumas das impressoras mais modernas aumentam seu nível de impressão automaticamente a cada incremento de 50 metros por minuto na velocidade, justamente para compensar pela resiliência historicamente baixa do conjunto fita+clichê. No caso da utilização de chapas com alta resiliência temos que desativar essa função para poder aproveitar ao máximo seus benefícios.

A escolha da fita dupla-face também passa a ser mais fácil, o conceito de chapa dura com fita macia não existe mais, pois passamos a dividir o trabalho de impressão entre os dois: a utilização de uma fita de média-alta densidade agora combinada com uma chapa de alta resiliência permite que se trabalhe com baixos níveis de impressão. Isso permite uma ótima formação de pontos e, no caso de combinarmos algum elemento sólido, a maior densidade da fita dupla-face permite que haja boa cobertura.

  

Falamos em um novo conceito em impressão, porque estamos questionando o conceito de que todas as chapas duras precisam trabalhar com uma fita de baixa densidade, mesmo para impressão de retículas. Após o estudo inicial que focava a batida de máquina, nosso trabalho em campo demonstrou resultados totalmente surpreendentes, onde o conceito de chapa dura (com alta resiliência) combinado a uma fita de densidade mais alta foi amplamente questionado por seu caráter inovador, porém quando colocado à prova apresentou sempre ótimos resultados. 

Curiosidades

Vale mencionar que no desenvolvimento dos fotopolímeros o nível de resiliência é inversamente proporcional à dureza, ou seja, partindo-se de uma mesma base de formulação, uma chapa mais macia terá tendência a ter um nível de resiliência mais alto. No Brasil e na América Latina em geral adotou-se o conceito europeu de fotopolímeros, em que se utiliza preferencialmente fotopolímeros de dureza alta na espessura de 1,14 milímetros para a impressão em plástico. Existe a percepção de que os benefícios pela melhor formação de pontos são evidentes nessas chapas e as mesmas são automaticamente associadas à qualidade. Já nos Estados Unidos, a maior parte das chapas utilizadas nesse mesmo segmento é de dureza média e em espessura de 1,7 milímetros, porém os novos desenvolvimentos em chapas de dureza alta com resiliência alta têm apresentado ótimos resultados e alguns grandes convertedores estão começando a adotar essas chapas, porém, ainda em espessura de 1,7 milímetros.

  

Seria essa a solução de todos os seus problemas?

É claro que não, existe muito o que se otimizar individualmente. A gama de fitas disponíveis, as características individuais como tintas, impressoras, entre outras, tudo isso deve ser analisado individualmente para que se chegue à condição ideal. Porém, quando falamos em um novo conceito em impressão buscamos na verdade compartilhar mais um dado que possa munir os convertedores de ferramentas na solução de questões que os afetam diariamente.

 

 

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(*) Rodrigo Yamaguchi

É Técnico em eletrônica e flexografia, bacharel em engenharia eletrônica e administração de empresas. Tem mais de 10 anos de experiência no mercado flexográfico das Américas, inicialmente como suporte técnico para o Brasil e América Latina, depois, incluindo todo o continente americano, aplicando e compartilhando conceitos de impressão e necessidades específicas de diferentes geografias no desenvolvimento de produtos novos na área de fotopolímeros.

 

Fonte: Revista Inforflexo Edição 105 – Mar/Abr de 2010

 

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