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GRAVAÇAO DIRETA NA CAMISA, A LASER (DLE) - ABFLEXO/FTA-BRASIL - Associação Brasileira Técnica de Flexografia

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GRAVAÇAO DIRETA NA CAMISA, A LASER (DLE)

GRAVAÇAO DIRETA NA CAMISA, A LASER (DLE)

Uma tecnologia inovadora de gravação com total controle na formação do ponto e com possibilidades que resultam na personalização do mesmo em diferentes características, atendendo a necessidades almejadas em altíssima qualidade

 

 

Por Oscar Wellington Daniel *

 

 

A tecnologia DLE, Direct Laser Engraver (do inglês, gravação direta a laser), equipamento que já apresentava uma revolução no mercado europeu em diferentes segmentos de impressão, gerou grande expectativa no mercado gráfico brasileiro com sua chegada há cerca de dois anos. Assim, a sua entrada nos segmentos de flexografia, de dry-offset e de letterpress não deveria ser diferente, e não foi. A tecnologia DLE está no Brasil nesses dois anos e, nesse período, testes e vários trabalhos já foram realizados com a gravação de chapas e de sleeves (camisas) para impressão em flexografia, dry-offset e letterpress. É sobre o seu funcionamento em si, seus benefícios e cuidados que iremos tratar neste artigo, os quais já foram comprovados em testes e trabalhos em que eu mesmo participei.

A DLE representa mais um grande salto para o aperfeiçoamento do processo de impressão flexográfico, comparado ao de rotogravura na impressão contínua (sem emenda). Significa também um salto para os processos de dry-offset e de letterpress. Traz uma nova dimensão em termos de qualidade, eficiência e economia e, acima de tudo, é uma tecnologia que não agride o meio ambiente.

A tecnologia DLE possibilita o controle em tri-dimensionalidade, pois o laser incide em uma chapa totalmente polimerizada e “esculpe” o ponto com a configuração desejada. Assim, podemos adicionar as vantagens do ponto gravado em sistema convencional por fotolitos, que é a robustez da sua base tornando-o resistente com as vantagens daquele gravado no sistema digital: os pequenos pontos de altas luzes. Veja Figura 1. Logo, podemos obter dégradés suaves acabando em zero por cento e eliminando a marcação “dura” até então vista como uma limitação dos três processos de impressão que estamos tratando: flexografia, dry-offset e letterpress.

O controle do ponto, tão enfatizado nesta tecnologia, é obtido com a definição do “first step” (altura da “cabeça”), do “plateau” (que define o “ombro” do ponto e por conseqüência, a cabeça) e do “angle” que define o ângulo da sua base. O formato do ponto, apresentado na Figura 2, a seguir, possibilita também um menor ganho de ponto durante a produção.

 

Benefícios

Dentre os três segmentos de impressão que estamos tratando neste artigo, a flexografia foi o mais beneficiado com a tecnologia DLE. Além de todos os benefícios na qualidade do ponto e, consequentemente, o resultado alcançado de altíssima qualidade de impressão, muito próximo ao de rotogravura, eliminou-se a presença de “emendas” com a gravação sendo feita diretamente no sleeve, garantindo uma impressão contínua de qualidade, sem a limitação da emenda.

Outro importante benefício é o menor ganho de pontos durante o processo de impressão, pois com o desgaste natural do ponto, em outros processos isso aumentaria o tamanho da cabeça do mesmo, mas na chapa ou no sleeve com gravação direta a laser (DLE) o ponto se mantém com a mesma área de contato para imprimir, mesmo tendo maior pressão durante a impressão.

Mais uma vantagem está no controle da altura do ponto nas áreas de mínimas: com uma pressão menor do que nas áreas de máximas, conseguimos um dégradé com a suavidade desejável. Confira na Figura 3.

 

As chapas gravadas diretamente a laser também têm como característica uma maior durabilidade e resistência durante o processo de impressão. Isso ocorre porque não precisam de revelação química ou pós-processamento que agride ou diminui a sua resistência, fato que torna a tecnologia DLE ecologicamente correta. Ela grava em matrizes de compostos de borracha, tanto as chapas como os sleeves, materiais que aumentam ainda mais a durabilidade da matriz diminuindo as trocas e perdas de clichês durante a produção, e grava também em placas de fotopolímero. Além disso, permite gravar as chapas já nos sleeves rígidos, o que agiliza o pré-registro reduzindo o tempo de setup da impressão.

 

Cuidados

As chapas gravadas a laser (DLE) são mais resistentes do que as convencionais, devida à configuração do ponto alcançada, porém os cuidados com a limpeza e manuseio são semelhantes aos daquelas digitais ou convencionais.

 

Aplicações indicadas

A princípio, a DLE é indicada para todos os tipos de segmentos, sem restrições, acredito; porém, seu custo (por ser uma nova tecnologia) ainda não é similar ao da gravação de clichês digital ou convencional. Assim, considerando esse fato, apenas, as aplicações mais indicadas seriam aquelas relacionadas diretamente com a extrema qualidade de impressão e a necessidade de uma maior durabilidade da chapa, devido à utilização de solventes como o Toluol ou uma alta tiragem.

Os trabalhos que utilizam altas lineaturas, comparadas aos padrões de cada processo, que exijam chapas gravadas a laser, têm um comportamento mais estável e por consequência uma maior produtividade ao imprimir com alta velocidade. Com a gravação a laser se permite até aumentar um pouco mais a lineatura sem prejudicar a produção, pois isso tende a causar menos entupimento das retículas.

Para os trabalhos de alta tiragem, com a resistência do ponto gravado a laser, possibilita-se um maior tempo de produção utilizando a mesma chapa, mesmo tendo mais do que um setup, entradas do mesmo trabalho. No caso da chapa de borracha conseguimos ainda uma maior durabilidade nos processos que utilizam solventes como o Toluol, porque podemos personalizar a composição da borracha para aumentar a resistência contra a agressão dos solventes.

 

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(*) Oscar Wellington Daniel

É formado na faculdade de Tecnologia em Artes Gráficas pela Escola SENAI Theobaldo De Nigris, com pós-graduação em Administração de Empresas, pela Fundação Getúlio Vargas, e em Marketing, pela Universidade Mackenzie. Experiência na área de Desenvolvimento e de Vendas de empresas como Finetech e Finepack, Flint Group, e possui larga experiência em flexografia.

 

 

Fonte: Revista Inforflexo Edição 109 – Nov/Dez de 2010

 

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