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GEARLESS, O SUCESSO VAI MAIS ALÉM

GEARLESS, O SUCESSO VAI MAIS ALÉM

Por Romário Zonneveld *

 

ALGUNS FATORES SÃO PRIMORDIAIS PARA ALCANÇAR OS OBJETIVOS ESTIPULADOS COM A AQUISIÇÃO DE UMA IMPRESSORA FLEXOGRÁFICA GEARLESS, QUE VÃO ALÉM DA COMPRA EM SI DO EQUIPAMENTO

 

 

 

A decisão de investimento em uma impressora flexográfica com tecnologia gearless coloca o empresário em um momento em que não só as condições comerciais (preço, prazo e condições de pagamento) são determinantes para a conclusão de se ter feito um bom negócio, mas também a atitude de investir na qualificação dos seus operadores, na mudança de cultura dentro da empresa e na utilização de insumos de qualidade.

Buscar respostas (olhando para dentro de sua fábrica) sobre como extrair o máximo de desempenho do equipamento é o grande desafio a ser encarado. É importante também ter em mente que para atingir uma produtividade satisfatória será necessário envolver vários departamentos e pessoas da empresa, como: PCP, pré-impressão, coloristas, operadores, entre outros.

Com cada vez mais equipamentos em funcionamento no mercado, atualmente já se possui informações suficientes e reais para se calcular o retorno do investimento de uma impressora flexográfica com tecnologia gearless, porém, fazer com que dados teóricos de produtividade sejam transformados em dados reais, ainda é o grande “x” da questão.

Vale lembrar que há alguns anos os dados eram comparados somente entre máquinas convencionais, as quais possuem uma variedade muito grande de características técnicas, como podemos citar: sistemas de registros, avanços e recuos, entre outros, que tinham a opção de serem manuais ou motorizados. Esses itens, alteram significativamente a produtividade de um equipamento, dificultando, assim, a obtenção de uma média que realmente demonstrasse a realidade da maioria.

Hoje a tecnologia gearless faz com que os equipamentos de impressão sejam muito similares em termos de automação, velocidades de trabalho e acessórios adicionais. Assim, ficou mais fácil chegar a conclusões mais apuradas para avaliarmos se estamos ou não dentro de uma média e, consequentemente,  acertarmos o rumo.

No entanto, é muito importante salientar que comparar desempenho de um equipamento é uma tarefa bastante difícil, afinal cada fábrica de embalagens tem suas características próprias, como: mercado de atuação, mix de produtos, equipes de trabalho e principalmente culturas internas que podem fazer toda a diferença.

Buscar respostas dentro da realidade da empresa é, sem dúvida alguma, o melhor caminho para identificar os pontos que ela precisa melhorar e investir, informações estas que parecem simples e óbvias, mas para uma boa avaliação muitas vezes são esquecidas, ou ainda inseridas erroneamente, o que pode distorcer a avaliação. Veja alguns exemplos dos dados que devem ser incluídos na avaliação: o número de setups realizados e a metragem linear impressa num período determinado.

Outro ponto importante é não considerar somente as informações de desempenho de um equipamento tomando como base demonstrações realizadas em open house ou feiras, sem dúvida são dados importantes demonstrados, porém podem mascarar muito uma avaliação final do projeto de compra, pois nesses eventos tudo está preparado e treinado para acontecer de forma rápida e eficiente. Sabemos que no dia a dia do chão de fábrica inúmeras variáveis têm que ser administradas, e não há outro caminho para extrair o máximo do equipamento sem passar por um excelente PLANEJAMENTO.

Entre os principais passos do Planejamento para se atingir as metas estipuladas, o primeiro é visualizar toda a sua carteira de pedidos e prever com antecedência as dificuldades e imprevistos que virão. É nesse momento que o PCP se torna primordial para atingir a melhor produtividade de uma impressora gearless, é ele que, dentro das possibilidades, pode tentar encaixar uma sequência de pedidos que altere o mínimo possível a troca de camisas, a sequência de cores, entre outros. Se a todo momento houver a necessidade de mudanças de camisas anilox, inversão de cores para impressão interna ou externa, por exemplo, isso certamente fará com que o equipamento não atinja a boa produtividade que tanto se espera.

No próximo passo vêm os envolvidos na pré-impressão, onde informações precisas como lineaturas e sequência de anilox, passo de impressão, colagem de clichês e tintas serão utilizadas. Essa parte é determinante para um rápido setup, ela permitirá que o operador deixe o pedido montado para o início de ajustes.

Cabe agora ao operador extrair todos os recursos do equipamento, que colaboram para acertar de forma rápida um pedido. Só para citar alguns: sistemas de pré-registro, pré-formato, receitas, acertos rápidos de registros, sistemas de gerenciamento de impressão e de lavagem, viscosímetros automáticos.

Com tudo isso acertado, o grande colaborador do operador passa a ser o sistema de gerenciamento de impressão, e é nele que o mesmo se apoia para rodar com segurança o equipamento em altas velocidades, sem esse sistema, apenas pelo olho humano, fica impossível detectar falhas de impressão, problemas de tonalidade de tinta, registros, entre outros.

Com todas as variáveis sendo planejadas e respeitadas, outro fator determinante para aumentar a lucratividade de uma indústria de embalagens começa a aparecer, que é a redução do nível de aparas. Com um rápido setup e menor utilização de material de acerto, a gearless colabora em muito para que níveis de aparas sejam reduzidos, contribuindo assim para elevação da lucratividade.

Outra meta que se busca com a impressora gearless é a melhora da qualidade de impressão. Nesse ponto é de extrema importância ressaltar que esta tecnologia colabora sim, e em muito, com o incremento da qualidade e padronização de impressão, porém, não é somente ela que garante esta melhoria. A utilização de periféricos de qualidade, como camisas anilox e porta clichê, clichês, dupla face, tintas, entre outros, são tão importantes quanto a máquina para que o serviço alcance a excelência em qualidade e padronização. O relevante nesse ponto é que o conjunto formado por máquina e insumos é que farão o resultado da qualidade final de impressão.

Vale ressaltar ainda que, cada vez mais, as empresas avaliam a configuração técnica de um equipamento de acordo com o seu mix de produtos e mercado de atuação, ou seja, a otimização do equipamento é fundamental para a sua performance e a redução de custos operacionais.

Concluindo, a tecnologia gearless é uma grande aliada para obtenção de melhores resultados dentro da indústria de embalagens, no entanto, para usufruir de todos os seus benefícios é extremamente importante o investimento na qualificação dos operadores, na mudança de culturas dentro da empresa e na utilização de insumos de qualidade.

 

 

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(*) Romário Zonneveld

Formado em Administração de Empresas, com pós-graduação em Marketing. Atua desde 1997 na indústria flexográfica. É Diretor da Flexo Tech.

 

Fonte: Revista Inforflexo edição119 – Julho/Agosto de 2012 

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