A Printi, gráfica que faz parte do Grupo Cimpress e é referência global em média e baixa tiragem, lança o estudo “Evolução e Tendências do Mercado Gráfico e de Impressos no Brasil”, que traz uma análise atualizada do mercado no Brasil em 2025, destacando sua evolução recente, principais tendências, desafios e oportunidades.
Nos últimos anos, o setor passou por diversas transformações. De 2020 a 2023, a indústria experimentou um período de oscilações em várias áreas, tendo quedas e crescimentos acelerados. Já em 2024, foi alcançado um novo equilíbrio tanto na produção quanto na quantidade de indústrias espalhadas pelo país. Essas mudanças ocorreram também por conta do avanço tecnológico, que se tornou indispensável para a eficiência operacional.
Para Fábio Carvalho, CRO da Printi, o mercado passou a se valorizar mais e ir atrás de inovações. “Adaptar-se e investir na tecnologia se faz ainda mais necessário, assim como buscar novas visões de mundo para que a inteligência artificial não substitua o fator humano. As pessoas estão cada vez mais exigentes, de modo que o setor precisa sempre se reinventar”, afirma.
O estudo detalha as métricas e tendências que moldaram o cenário no último ano. Confira:
– Produção: a produção física sofreu uma oscilação, caindo 11%, tornando a subir 10,9% logo em seguida. Esses números refletem um cenário de adaptação gradual da indústria gráfica, que vem respondendo positivamente à estabilidade econômica e às novas demandas;
– Quantidade de empresas: em 2024, o setor manteve sua predominância de micro e pequenas empresas. Assim, aproximadamente 88,7% das gráficas são de micro e pequeno porte, com uma média de 16 funcionários por companhia. Além disso, a região sudeste possui a maior concentração de organizações;
– Empregabilidade: após sofrer uma queda no ritmo de empregabilidade em 2023, no ano seguinte teve uma leve recuperação, com o número subindo para 153.200, o que representou um aumento de 0,6% em relação a 2023, sinalizando um possível começo de retomada do emprego na indústria.
Tendências e inovações
– Avanços tecnológicos: o mercado gráfico brasileiro está incorporando tecnologias avançadas, como impressão digital, 3D e realidade aumentada. A integração de inteligência artificial e Internet das Coisas também está sendo explorada para otimizar processos e melhorar a eficiência operacional, reduzir erros e otimizar o tempo de produção, atendendo às exigências por produtos de alta qualidade e entrega rápida. Por sua vez, tecnologias como QR Codes em materiais impressos oferecem novas oportunidades de engajamento com o consumidor e ampliam as possibilidades de comunicação;
– Impressão sob Demanda (PoD): a impressão sob demanda tem se consolidado como uma tendência significativa, permitindo a personalização de produtos. Essa abordagem atende à crescente demanda por itens únicos e adaptados às necessidades individuais dos clientes;
– Sustentabilidade: a sustentabilidade tornou-se uma prioridade no setor gráfico, com empresas adotando práticas ecológicas, como o uso de materiais recicláveis e tintas à base de água. Sendo assim, a adoção de práticas sustentáveis, como o uso de papéis reciclados e processos menos agressivos ao meio ambiente, se torna um diferencial;
– Crescimento do e-commerce: O comércio eletrônico impulsionou a demanda por embalagens personalizadas e materiais promocionais, essenciais para melhorar a experiência do consumidor. De acordo com o Relatório de Transformação Digital da América Latina 2024, elaborado pela Atlântico, em 2024, o e-commerce representou 11% de todas as vendas no varejo brasileiro, com aumento de 16% em relação ao ano anterior;
– Formação e Capacitação: A adaptação às novas tecnologias exige uma força de trabalho qualificada. A formação contínua é essencial para acompanhar as rápidas mudanças tecnológicas e as novas exigências do mercado. Dessa forma, as indústrias estão investindo em programas de capacitação para preparar profissionais para as demandas, garantindo inovação e competitividade.
Comportamento dos consumidores
O comportamento do consumidor tem impactado diretamente o mercado gráfico, com destaque para a transição para o digital e o aumento da demanda por produtos personalizados e sustentáveis. Segundo estudos do IBGE e da Kantar, em 2023, o tempo médio de consumo de mídia digital superou 10 horas diárias por pessoa, enquanto o consumo de mídia impressa registrou uma queda de 4% em relação ao ano anterior, refletindo a tendência crescente de consumo digital sobre o impresso.
Além disso, a pesquisa mostra que, embora tenha enfrentado desafios nos últimos anos, o setor gráfico brasileiro demonstra sinais consistentes de recuperação e transformação. Assim, o crescimento nas exportações, especialmente de embalagens, e a leve retomada do indicador emprego em 2024 indicam um movimento de estabilidade e adaptação às novas exigências de mercado. “Trata-se de uma área competitiva, obrigando as empresas a adotarem as tendências de personalização, sustentabilidade e integração digital, que se consolidam como direcionadores estratégicos para o crescimento da indústria”, finaliza Fábio.





