A indústria de conversão de rótulos está diante de uma oportunidade de alto valor agregado. Um novo levantamento de mercado da MarketsandMarkets Research aponta que o setor de Smart Labels (Rótulos Inteligentes) deve saltar de US$ 11,43 bilhões em 2024 para US$ 17,33 bilhões até 2029, registrando crescimento anual composto (CAGR) de 8,7%.
Para o convertedor flexográfico, os dados sinalizam uma mudança no papel da embalagem: o rótulo deixa de ser apenas uma ferramenta de identificação visual para se tornar um dispositivo de comunicação de dados, rastreabilidade e segurança.
Convergência entre impressão e tecnologia
O crescimento do setor é impulsionado pela demanda por rastreamento eficaz, monitoramento de dados em tempo real e gestão de estoque. Para as empresas de impressão, o desafio e a oportunidade residem na integração de tecnologias como RFID (Identificação por Radiofrequência), NFC (Near Field Communication) e Códigos QR ao processo de conversão tradicional. O que temos hoje:
Interatividade Mobile: A tecnologia NFC, essencial no varejo, permite que consumidores acessem informações sobre a origem e autenticidade do produto aproximando o celular do rótulo, criando um novo canal de engajamento direto na gôndola.
Segurança de marca: O uso de IDs únicos em rótulos inteligentes permite combater a falsificação, garantindo a autenticidade desde a fabricação até o consumidor final.
Oportunidade no setor de bens de consumo rápido: o segmento de FMCG (Fast-Moving Consumer Goods) aparece como o terceiro maior usuário final de rótulos inteligentes. Para a flexografia, que historicamente domina a produção de rótulos para alimentos, bebidas e produtos de limpeza, isso representa uma evolução natural do portfólio.
Gestão de validade e estoque: Como os produtos de FMCG têm ciclos de vida curtos, as marcas adotam smart labels para minimizar perdas, otimizar a reposição e gerenciar estoques de forma automatizada.
Autenticação de alto valor: Em produtos de maior valor agregado, a demanda do consumidor por sustentabilidade impulsiona o uso de rótulos que comprovem a origem e a autenticidade do item.
Os microprocessadores
Um dado técnico relevante para quem investe em maquinário é a importância dos microprocessadores, que representam o terceiro maior segmento de componentes deste mercado. Eles são o “cérebro” por trás das etiquetas de RFID e NFC, permitindo funções avançadas como monitoramento de temperatura em itens perecíveis e criptografia de dados.
Isso indica uma tendência de convertedores buscarem equipamentos híbridos capazes de inserir inlays (chips) e antenas com precisão, sem comprometer a velocidade e a qualidade da impressão flexográfica externa.
Fonte: www.marketsandmarkets.com/Market-Reports/smart-label-market-192651809.html





