A expedição de papelão ondulado no Brasil alcançou 358.786 toneladas em abril de 2026, volume recorde para o mês desde o início da série histórica do Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO), elaborado pela Empapel (Associação Brasileira de Embalagens em Papel) em parceria com a FGV. O resultado representa crescimento de 5,5% em relação a abril de 2025 e supera a marca anterior registrada em 2024.
O avanço reforça a relevância do papelão ondulado como um dos principais indicadores da atividade econômica brasileira. Presente em praticamente todas as cadeias produtivas, o material acompanha o desempenho de setores como produtos alimentícios, cosméticos, higiene, farmacêuticos, comércio eletrônico, entre outros, refletindo a movimentação da economia real.
Por dia útil, o volume expedido atingiu 14.949 toneladas, também com alta de 5,5% na comparação anual. Como abril de 2026 teve o mesmo número de dias úteis de abril de 2025, o crescimento reflete efetivamente o aumento da demanda por embalagens de papel no período.
Além do recorde para meses de abril, os dados livres de influência sazonal apontam um novo marco para o setor. O volume expedido alcançou 369.602 toneladas, o maior patamar já registrado em toda a série histórica iniciada em 2005. Na mesma base de comparação, o IBPO avançou 2,9% frente ao mês anterior, indicando manutenção do ritmo de atividade ao longo da cadeia produtiva.
O desempenho observado em abril reflete a continuidade da demanda por embalagens de papel em diferentes segmentos da economia. Por estar diretamente ligado ao transporte, armazenamento e comercialização de produtos, o papelão ondulado funciona como um importante termômetro da atividade econômica, capturando movimentos da produção industrial, do consumo e da logística em todo o país.





