A expedição de papelão ondulado no Brasil alcançou 359.799 toneladas em maio de 2026, segundo o Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO), elaborado pela Empapel (Associação Brasileira de Embalagens em Papel) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O volume representa uma variação de 0,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Vale ressaltar que a comparação ocorre sobre uma base historicamente elevada: maio do ano passado registrou o maior volume de expedição já observado para o período desde o início da série histórica do indicador.
Mesmo diante desse cenário, a indústria manteve um elevado nível de atividade, com mais de 360 mil toneladas de caixas, chapas e acessórios de papelão ondulado expedidas ao longo do mês. O resultado demonstra a importância de analisar o desempenho do setor considerando o contexto histórico do indicador.
Quando observada a expedição por dia útil, o desempenho foi positivo. O volume atingiu 14.392 toneladas por dia, alta de 3,8% em relação a maio de 2025. O resultado considera que maio de 2026 teve 25 dias úteis, um a menos que o mesmo mês do ano anterior, indicando que a demanda permaneceu consistente mesmo em um calendário menos favorável.
Os dados livres de influência sazonal também mostram que a atividade permaneceu em patamar elevado. Em maio, a prévia do IBPO registrou 160,6 pontos, equivalentes a 359.770 toneladas. Na mesma metodologia, a expedição por dia útil alcançou 14.391 toneladas.
O papelão ondulado está presente em praticamente todas as cadeias produtivas e acompanha o desempenho de segmentos como alimentos, bebidas, higiene, farmacêutico, agronegócio, indústria de transformação, logística e comércio eletrônico. Por estar diretamente ligado ao transporte, armazenamento e comercialização de mercadorias, o material é reconhecido como um dos principais indicadores antecedentes da atividade econômica brasileira, refletindo os movimentos da produção industrial, do consumo e da circulação de produtos.





