A expedição de papelão ondulado no Brasil alcançou 379.925 toneladas em julho de 2026, alta de 0,3% em relação ao mesmo mês do ano passado e o maior volume já registrado para um mês de julho desde o início da série histórica do Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO), em 2005. O resultado, divulgado pela Empapel em parceria com a FGV/Ibre, representa o quarto recorde mensal registrado pelo indicador em 2026, depois dos resultados de janeiro, abril e junho.
O papelão ondulado é considerado um termômetro da atividade econômica, por estar diretamente relacionado à produção, à circulação e ao consumo de mercadorias. Na avaliação da Mazurky, fabricante de embalagens de papelão ondulado localizada em Mauá, no Grande ABC, os números indicam que o setor tem conseguido preservar o ritmo de atividade apesar das pressões de custos, juros e competitividade. Com a proximidade de importantes datas sazonais (Dia das Crianças, Black Friday e Natal), a expectativa é que a demanda por embalagens de papelão ondulado se mantenha estável.
“Historicamente, os últimos meses do ano concentram uma maior movimentação em diferentes segmentos em razão das principais datas comerciais do calendário. Como o papelão ondulado está presente em diferentes etapas da cadeia produtiva, da embalagem à distribuição, isso deve contribuir para uma estabilidade desses indicadores”, fala o co-CEO do Grupo Mazurky, Marcel Mazurkyewistz.
Dados do levantamento da FGV/IBRE em parceria com a Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) mostram que indústria brasileira de embalagens iniciou uma recuperação segundo trimestre de 2026. Neste período, a produção de embalagens avançou 2,4% em relação ao trimestre anterior, com ajuste sazonal.
Apesar da recuperação no trimestre, a perspectiva para o fechamento do ano é moderada. Segundo as projeções do FGV IBRE, a produção de embalagens deverá crescer 0,2% em 2026, após retração de 0,3% em 2025. A melhora observada no segundo trimestre foi disseminada entre os principais segmentos e a produção de embalagens de papel e papelão ondulado avançaram 2,1%.
“O desempenho até aqui nos permite olhar para o encerramento do ano com certo otimismo, embora ainda seja necessário acompanhar de perto fatores como as condições macroeconômicas como os juros e a evolução dos custos. Esses elementos terão papel importante na definição do ritmo do mercado nos próximos meses”, conclui.





